Retinopatia Diabética: o que é, sintomas e tratamento
Saiba o que é retinopatia diabética, como ela afeta a visão de quem tem diabetes, quais os sintomas e as opções de tratamento disponíveis.
Informação de educação em saúde: não substitui avaliação presencial nem diagnóstico individual.
Revisão do conteúdo: 03/04/2026
O que é retinopatia diabética?
A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina — a camada do fundo do olho responsável por captar as imagens. Quando o açúcar no sangue permanece alto por muito tempo, esses pequenos vasos podem sofrer danos, causando vazamento de líquido, inchaço e até formação de vasos anormais.
É uma das principais causas de perda de visão em adultos e pode atingir qualquer pessoa com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Quais são os sintomas?
Nos estágios iniciais, a retinopatia diabética costuma não apresentar sintomas. A visão pode parecer normal mesmo com alterações já presentes na retina. Com a progressão da doença, podem surgir:
- Visão embaçada ou com áreas escuras
- Dificuldade para enxergar à noite
- Manchas ou pontos flutuantes na visão
- Perda súbita de visão (nos casos mais avançados)
Por isso, o acompanhamento regular com o oftalmologista é fundamental, mesmo sem queixas visuais.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pelo exame de fundo de olho (fundoscopia), que permite ao oftalmologista visualizar diretamente a retina. Outros exames complementares podem ser solicitados:
- Tomografia de coerência óptica (OCT): avalia o inchaço da retina com imagens de alta definição
- Angiografia fluoresceínica: identifica áreas de vazamento nos vasos da retina
- Retinografia: fotografias do fundo de olho para documentação e acompanhamento
Quais são os tratamentos?
A conduta depende do estágio da retinopatia e da presença ou não de edema na mácula (a área central da retina, responsável pela visão de detalhes):
- Controle clínico (em todos os estágios): manter glicemia, pressão arterial e colesterol dentro das metas é a base do tratamento. Nas formas leves e moderadas sem edema macular, costuma ser a única conduta necessária, somada ao acompanhamento regular.
- Injeção intravítrea (anti-VEGF): primeira linha quando há edema da mácula com prejuízo da visão. Também usada em casos selecionados de retinopatia proliferativa.
- Fotocoagulação a laser: indicada principalmente nas formas mais avançadas — retinopatia não proliferativa grave e retinopatia proliferativa — para reduzir o estímulo à formação de vasos anormais e prevenir sangramento e descolamento de retina.
- Vitrectomia: cirurgia indicada nos casos mais avançados, quando há sangramento persistente dentro do olho ou descolamento de retina.
Quando procurar um oftalmologista?
Toda pessoa com diabetes deve realizar exame de fundo de olho anualmente, mesmo sem sintomas visuais. Procure atendimento imediato se notar perda repentina de visão, aumento de manchas flutuantes ou qualquer alteração visual nova.
O diagnóstico precoce é a melhor forma de preservar a visão.